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Piscinas, guarda-vidas e a regra 10/20

4 minutos de leitura.

A maior parte das pessoas tem uma concepção equivocada do que significa ser um salva-vidas.

Acreditam ser uma profissão fácil, uma atividade que se resume em ficar sentando aguardando alguém precisar de ajuda.

O termo “salva-vidas” é, na maior parte do país, ligado aos profissionais responsáveis por lidar com incidentes aquáticos. Acontece que, em várias regiões, existe o termo “guarda-vidas“, que se refere a profissionais habilitados em salvamento e primeiros socorros mas também fazem o tratamento das piscinas.

No Rio de Janeiro, por exemplo, região onde atua nossa parceira Água Carioca, os guarda-vidas são largamente conhecidos por realizar o salvamento de banhistas em perigo nas piscinas e também por fazer a limpeza e a manutenção das piscinas de prédios, clubes e condomínios.

A profissão de guarda-vidas

Guarda-vidas de piscinaO trabalho dos guarda-vidas está longe de ser fácil! É uma atividade que, além de difícil, exige foco e atenção exclusiva.

A vigilância contínua de uma piscina cheia, com crianças saltando, adolescentes gritando e se divertindo, adultos em grandes boias, outros nadando quase que profissionalmente, mergulhando, etc. Imagine isso tudo de uma vez!

Em um dia cheio, comum no verão, a piscina pode parecer um caos absoluto. Mas se há uma pessoa que deve ter atenção a tudo que está acontecendo na piscina, esta pessoa é o guarda-vidas.

O guarda-vidas deve estar atento à segurança e o bem-estar de todos os banhistas que estão na água mas também deve estar de olho em todo o entorno da piscina. É muita responsabilidade!

A regra 10/20 dos guarda-vidas

Existe uma regra bem conhecida entre os profissionais que se dedicam ao salvamento de usuários de piscinas: a famosa regra de proteção 10/20.

Em piscinas comerciais, ela estipula um padrão para os guarda-vidas seguirem. A regra afirma o seguinte:

“um guarda-vidas que identificar alguém com problemas precisa agir em até 10 segundos e alcançar a pessoa em até 20 segundos”

A regra 10/20Esta regra 10/20 é um método para reduzir a ocorrência de afogamentos em piscinas que cria um padrão para que o profissional guarda-vidas possa monitorar toda a área da piscina constantemente a cada poucos segundos além de colocar o guarda-vidas pronto para agir em caso de incidentes de qualquer natureza na piscina.

Em vários locais nos Estados Unidos, gerentes de parques aquáticos foram obrigados, por lei, a implementar e seguir a regra 10/20.

A regra é frequentemente mal interpretada, especialmente por legisladores e advogados, que sugerem que guarda-vidas que não identificam um incidente dentro de 10 segundos ou aqueles que não chegam à vítima em menos de 20 segundos, não estão cumprindo a função de guarda-vidas corretamente.

O fato é que, conforme algumas pesquisas já mostraram, com a regra 10/20, pode não ser possível verificar toda a área da piscina a cada 10 segundos e também, de acordo com a localização do guarda-vidas, condições climáticas e uma série de outros fatores, pode não ser possível chegar à vítima em menos de 20 segundos.

Perceber e reagir ao pânico de um banhista DEVE ser feito o mais rápido possível e ingerir água ao tentar respirar por 20 segundos pode ser fatal. De acordo com a situação, até mesmo a vida do guarda-vidas é colocada em risco.

O salvamento em água aberta, rios e lagos, por exemplo, frequentemente reduz o tempo da regra para até 5/10 e isso não pode ser deixado para o momento do mergulho! É preciso pensar em todas as variáveis com antecedência.

De certa forma, a ideia de tornar a regra um protocolo rígido, obrigando o guarda-vidas a se jogar na água para chegar a uma pessoa em até 20 segundos pode colocar até a vida do profissional em risco. A avaliação é a chave para qualquer resgate aquático e quando um nadador está em apuros os segundos voam e as decisões rápidas mas inteligentes podem ser vitais!

A regra ideal para o salvamento de vidas nas piscinas

É claro que existem dezenas de pontos que contribuem para a segurança nas piscinas. Já falamos sobre alguns deles em vários conteúdos aqui do PoolPiscina:

Quanto à regra 10/20, o ideal seria uma extensão que considerasse o tempo de avaliação da situação no “10” e no “20”.

A regra em si deveria ser usada especialmente para determinar o local da colocação e a quantidade de assentos para os guarda-vidas na piscina. Não se pode esquecer de fatores como a quantidade de pessoas na piscina e no seu entorno, das condições particulares da piscina, como pontos cegos, excesso de barulho ou outras distrações, etc.

A regra 10/20 para salvamento aquático tem o seu lugar e o seu propósito. O fato é que, assim como tudo na vida, na segurança de piscinas não existe bala de prata! Um planejamento eficiente e um trabalho contínuo podem mitigar os riscos de incidentes.

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